SONOPLASTIA

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O Som e a Responsabilidade dos Dirigentes da Igreja


Resolvi escrever esse texto para esclarecer alguns problemas que envolvem o som nas igrejas. Já ouvi e li várias reclamações, sou técnico de som, embora hoje não trabalhe em nenhuma igreja, mas vejo esse tipo de reclamação com muita freqüência, pois também presto serviço a uma loja de equipamento onde fazemos todo tipo de projetos.
Na maioria das igrejas o técnico acaba sendo aquele integrante da família dos músicos, amigo ou até mesmo o zelador da igreja; o erro já começa ai. Existem profissionais para executar esse trabalho e não é à toa. Não que essas pessoas não sejam capazes, apenas precisam ser orientadas e gostarem do que estão fazendo. Por exemplo, microfonia é uma reclamação que não deveria existir, pois isso é um problema de fácil solução em um sistema bem planejado.
Primeiramente os dirigentes da igreja precisam entender que a pessoa responsável pelo som deve ter um mínimo de conhecimento no assunto para executar o trabalho. Se não existe essa pessoa, a igreja deve investir em curso e preparação dos candidatos para o cargo.
Além disso, deve haver também investimento no equipamento que será utilizado, pois um projeto bem planejado não é desperdício de dinheiro. Afinal, de que adiantam horas de pregação se o público não entendeu a pregação ou passou parte do tempo distraída com problemas sonoros.
“Não devemos confundir decibéis com fé”, disse Francisco Lemos (editor da revista Vida e Saúde) concordo com ele quando diz que som alto faz mal a saúde e causa desconforto. Os decibéis só são problemas em sistemas de som mal planejados. Muitos já viram alguém pegar um amplificador qualquer e fabricar uma caixa de som em casa e achar que já serve para igreja porque tem um volume alto.
Romanos 10:17 - "A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus."
O som deve estar agradável e inteligível para que possamos participar do culto com louvor e adoração sem que nada nos distraia e sem incomodar a vizinhança.
Acredito que os técnicos, assim como os pregadores e músicos, são parte do ministério, pois trabalham juntos para levar a palavra de Deus. Para que tudo funcione em perfeita harmonia os dirigentes devem reconhecer a importância de ter pessoas preparadas para trabalharem com áudio e sem dúvida ter um projeto de som eficiente para cada situação. O pregador estuda a bíblia, o músico estuda seu instrumento, e o técnico de som?

   Por: Israel H. de Castro

Mesa de Som MIDAS XL8



Como se pode esperar da equipe de design da Midas, o XL8 foi cuidadosamente projetado para atender a maneira pela qual engenheiros de som abordar a tarefa de misturar. O centro de controle pode ser operado a partir do zero com rapidez e facilidade - até mesmo por novos engenheiros para superfícies de controle digital. 
XL8 foi concebido de modo que o engenheiro não tem que pensar em termos de números, páginas ou camadas. Usuários navegar pelo sistema e identificar os canais por cores e agrupamentos, que eles próprios criam. Este método permite uma abordagem individualizada para mistura, ao invés de trabalhar dentro de hardware ditada limitações numéricas. Desta forma familiar e tranqüilizador do trabalho é central para a XL8 e garante que os engenheiros não tem que mudar sua maneira de pensar para se sentir confortável com o novo sistema. Cada um dos cinco compartimentos do console é um módulo de hardware discreto, que é independente de seu vizinho e incorpora a sua própria fonte de alimentação, processador de superfície, GUI processador e tela. A única ligação comum é através de um link Ethernet única para a rede. A superfície de controle padrão de 5-bay com um total de cinco dos seguintes três módulos: • 3 x módulo de entrada • 1 x módulo Mix • 1 x módulo de saída. Além de colocar os engenheiros em uma zona de conforto familiar, o que lhes permite continuar com o trabalho de fazer um excelente som sem se preocupar com os rigores da nova tecnologia, a XL8 também vem completo com uma série de características únicas no mundo da mixagem ao vivo .


Operador de som é igual a juiz de futebol

"E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa." Mateus 13:57


Em jogo de futebol de várzea, "Arranca-Toco" x "Pé-de-Quabra", sobra para juiz da partida aquele que ninguém escolheu para jogar. Quero Fulano, um diz, quero Beltrano, outro diz, e assim por diante até completarem os times. Os que sobraram vão ser o juiz e os bandeirinhas.


Não conheço o nome de um juiz de futebol sequer (Arnaldo César Coelho e Oscar Roberto Godoy, que ficaram conhecidos depois que se tornaram comentaristas). Não existe juiz de futebol famoso ou rico. Não se paga milhões pelo passe de um juiz. Na verdade, juiz de futebol só é lembrado quando faz coisa errada, e aí quem sofre é a mãe dele. Mas não existe partida de futebol sem juiz, e um bom ou mal juiz pode influenciar no resultado do jogo, além de render comentários por vários dias ou semanas. Por isso, quanto mais importante o jogo, melhor também tem que ser o juiz. Não é qualquer juiz que apita um jogo de Copa do Mundo, e mesmo entre esses, não é qualquer um que apita a final da Copa.


Mas porque falar em juiz de futebol. O que tem a ver com sonorização? Tudo! Ser operador de som é parecido com a profissão de juiz.


Se você espera reconhecimento, vá cantar, tocar, pregar. Nunca cuidar do som. Em geral, som é para quem não tem boa voz nem aptidão para tocar um instrumento. São aqueles que "sobraram". Trabalhar no som é ser somente lembrado quando dá problema: microfonia, tiros e estalos, defeitos especiais, etc. Mesmo quando é o músico ou o cantor que erra, as pessoas olham para o operador de som, achando que a culpa é dele. E o pregador dá aquele olhar fulminante na direção do som, e a igreja inteira olha junto. Ainda assim, não dá para ter um culto sem o operador de áudio, e quanto maior a quantidade de pessoas, maior a responsabilidade do som. É função essencial, ainda que ninguém dê muita importância.


Se você espera ser notado, elogios e reconhecimento, esqueça. Como se diz popularmente, é melhor "pendurar uma melancia no peito" ou "usar um chapéu de abacaxi", mas cuidar de som é algo que passará despercebido para todas as pessoas (a menos que dê problema - quando todos vão perceber). Isso é absolutamente normal. Nem entre as lideranças da igreja o som é valorizado. Todos querem saber que hinos serão cantados, o que está sendo ensaiado, mas quando você pede 5 minutos de atenção para explicar o uso correto de um microfone, é a maior má vontade. Comprar material para o som? Está entre as tarefas mais difíceis. É muito mais fácil e tranquilo comprar algo para decoração que qualquer coisa para melhorar o som.


Mas não é só com juiz de futebol que podemos comparar os operadores de som nas igrejas. Podemos comparar com a vida de Jesus.


Jesus veio ao mundo para servir. O operador de som tem essa vida: servir aos músicos, aos cantores. Não servir no sentido de ser subalterno, mas de que nosso trabalho é basicamente ajudá-los a conseguir um resultado melhor do que quando sem os recursos tecnológicos de áudio.


Jesus muitos milagres fez, mas não conseguiu ser reconhecido em Nazaré, cidade onde cresceu. Tanto que disse que "Não há profeta sem honra a não ser na sua própria casa". Por mais que nos esforcemos, o reconhecimento da igreja onde participamos será mínimo.


Jesus, mesmo sem pecado algum, foi humilhado e crucificado. Quantas vezes os operadores de áudio da igreja não são humilhados e "crucificados", mesmo com o problema tendo sido causado algo fora do nosso alcance.


Jesus foi levado à crucificação sem se defender. "Como ovelha muda ao matadouro". Uma das melhores coisas que o operador de som pode fazer é ficar em silêncio, na hora dos brigueiros.


Jesus, mesmo sabendo o destino horrível que lhe aguardava, foi até o fim, pois sabia da importância da sua missão. Quanto aos operadores, muitos não aguentam as pressões (reclamações, cobranças, etc) e desistem pelo caminho.


Mas alguns amam esse trabalho, sabem a sua importância, e perseveram! Sabem que a tarefa é dura, o serviço é pesado, até mesmo sofrido, mas é exatamente por isso que é uma função abençoada. Deus não enxerga as coisas como o homem enxerga. Deus sabe da importância, e do esforço de cada um.


Costumo sempre dizer que som, nas igrejas, é para os valentes. Daví teve milhares de homens nos seus exércitos, mas a Bíblia registra o nome apenas dos seus valentes. Cuidar de som é isso: é ser um dos valentes de Daví, sem esperar reconhecimento de ninguém, a não ser do Rei.


Autor: Fernando A.B. Pinheiro para Som Ao Vivo
Imagem: Globo Esporte

Controle Sonoro




SOCORRO! O SOM ESTÁ MUITO ALTO!

Em muitas ocasiões, quando participamos de cultos nas nossas igrejas, ouvimos os irmãos dizerem o seguinte: “O som está muito alto!”. Não quero aqui discutir as razões pelas quais os níveis de intensidade sonora que adotamos em nossas reuniões são tão altos porque creio que já os conhecemos muito bem. Minha intenção em trazer esse assunto à baila é mostrar a você os prejuízos que essa prática tem trazido à nossa saúde e aos nossos relacionamentos.

O problema que envolve os altos níveis de pressão sonora (conhecido como volume), que a partir de agora chamarei “níveis de SPL”, precisa ser analisada por dois pontos de vista: interno e externo. O ponto de vista interno está relacionado à saúde auditiva do povo que assiste em nossos templos enquanto o ponto de vista externo está ligado ao incômodo que levamos aos vizinhos de nossas igrejas. Vamos tratar das duas abordagens individualmente.

Altos níveis de SPL no interior dos templos

Já ouvi algumas pessoas dizendo que “se o barulho que é produzido dentro dos templos não incomodar aos vizinhos, não importa o que fazemos ali”. Devo discordar veementemente dessa postura. Nós, os operadores e técnicos de som, somos responsáveis pela saúde auditiva das pessoas que freqüentam nossas igrejas.

Há inúmeros estudos científicos que comprovam os prejuízos à saúde causados por exposição continuada a altos níveis de SPL. Um desses prejuízos é a Perda Auditiva Induzida por Ruído, conhecida como PAIR, que é irreversível.

A PAIR manifesta-se, primeiramente, com a perda de sensibilidade para as freqüências de 3, 4 e 6 kHz, região onde está concentrada a inteligibilidade da fala. Perdas auditivas nessa faixa de freqüência certamente causarão prejuízos à comunicação. À medida que a PAIR se aprofunda, perdas nas freqüências de 500 Hz, 1, 2 e 8 kHz são percebidas.

A submissão contínua a altos níveis de ruído tem reflexos em todo organismo e não somente no aparelho auditivo. Ruídos intensos e permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de concentração (efeitos psicológicos), além de provocar interferências no metabolismo de todo o corpo (efeitos fisiológicos). Observe, na Tabela 1, alguns desses efeitos.

Efeitos Psicológicos Efeitos Fisiológicos
Perda de concentração Perda auditiva até a surdez permanente
Perda dos reflexos Dores de cabeça
Irritação permanente Fadiga
Insegurança quanto à eficiência de seus atos Loucura
Embaraço nas conversações Distúrbios cardiovasculares
Perda da inteligibilidade das palavras Distúrbios hormonais
Impotência sexual Gastrite
Disfunção digestiva
Alergias
Aumento da freqüência cardíaca
Contração dos vasos sangüíneos
Tabela 1 – Efeitos Psicológicos e Fisiológicos da Exposição a Altos Níveis de SPL

Esses efeitos causam também a dispersão dos ouvintes que, incomodados com a aspereza da sonorização, afastam-se da adoração genuína e da compreensão da Palavra pregada.

Outros estudos estabeleceram os limites diários para exposição a altos níveis de ruído, conforme demonstrados na Tabela 2.

Nível de Ruído em dB(A) Tempo de Exposição Diária
85 8 horas
90 4 horas
95 2 horas
100 1 hora
105 30 minutos
110 15 minutos
115 7 minutos
Tabela 2 – Limites para Exposição Diária a Altos Níveis de SPL

Sempre que possível, devemos usar protetores auditivos quando expostos a níveis de SPL acima de 85 dB(A) e evitar exposições a valores acima de 100 dB(A). Para que você tenha uma idéia ao que estamos submetendo nossos irmãos, observei por meio de medições utilizando um decibelímetro (medidor de intensidade sonora), que na maioria de nossas igrejas são atingidos níveis de SPL entre 95 e 110 dB(A) durante os momentos de louvor.

Altos níveis de SPL no exterior dos templos

Outra preocupação que devemos ter, e não menos importante, é com o bem-estar dos vizinhos das nossas igrejas. Em muitos casos, eles são afastados da Palavra pelo mau comportamento que adotamos ao utilizar volumes extremamente altos em nossas programações, ignorando o incômodo que lhes causamos.

Havia uma determinada igreja vizinha à minha casa que não sabia por que razão as pessoas que moravam em seu entorno não freqüentavam suas programações. Certa vez eu estava em meu quarto preparando uma aula quando o culto naquela igreja começou. O barulho era tanto que resolvi realizar uma medição com meu decibelímetro. Para minha surpresa medi, dentro do meu quarto, 105 dB(A). Gostaria de ressaltar que minha casa ficava do outro lado da rua (distante cerca de 20 metros) e a parede da igreja que estava de frente para mim não possuía janelas. Agora imagine: se dentro da minha casa, do outro lado da rua, o nível de barulho atingiu 105 dB(A), qual não era seu valor no interior do salão?

Esse exemplo serve para demonstrar como o barulho pode afastar aqueles que queremos alcançar. “Bom...”, você me dirá: “Paulo incomodava as pessoas por onde passava. Importa que obedeçamos a Deus e não aos homens”. Muito bem, o texto bíblico em Atos 16:20 realmente afirma isso, mas nesse caso, o que incomodava não era o barulho, mas a Palavra de Deus. Quando a Palavra incomoda, as pessoas [sinceras] são atraídas; quando é o barulho incomoda, elas se afastam.

A maioria das cidades tem legislação que disciplina o controle de emissão de ruídos. Aquelas que não possuem esse tipo de lei específica se apóiam em legislação federal que trata do assunto. Há uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), Resolução nº 01/98, que determina a utilização, como referência, das normas da ABNT 10.151 e 10.152 para a elaboração de leis de controle de ruídos.

Procure conhecer essas leis e normas. As leis, em geral, estão disponíveis para download nos sites de Internet das prefeituras e as normas da ABNT podem ser adquiridas diretamente naquele órgão. Faz parte de sua função, como responsável pela sonorização de sua igreja, conhecer as leis que regem sua atividade para que, dessa forma, você possa demonstrar respeito e interesse pelo bem-estar dos seus vizinhos.

Para terminar...

... gostaria que você analisasse bem essas informações e tomasse atitudes construtivas em relação a esses problemas. Há profissionais que podem ajudar na medição dos níveis de SPL praticados por sua igreja dentro e fora de suas paredes. Procure-os para melhorar as condições de conforto daqueles que freqüentam seus cultos e não incomodar aqueles que residem próximo a vocês. Independentemente disso, você certamente pode baixar um pouco mais o nível de SPL atirado sobre seus ouvintes e vizinhos.

Abraços.

David Fernandes
Tecnólogo de Telecomunicações
Membro da Audio Engineering Society (AES)
david@audiocon.com.br
(27) 8815-9947

Conectores e Plugs

Uma ligeira observação em qualquer loja de componentes eletrônicos constatará que existe grande diversidade de conectores bem como vários fabricantes de cada tipo. Afinal, para que tantos modelos e variações se a função do conector é simplesmente servir de finalização para as vias de um cabo, conduzindo o sinal trazido por ele ao próximo aparelho ou componente do sistema? Ao longo dos anos vários conectores foram ou adaptados de outros campos (como a telefonia) ou desenvolvidos especificamente para aplicações no áudio. Foram ficando os que eram mais adequados em resistência mecânica, facilidade de uso ou outras características técnicas.
 
Como o propósito fundamental na escolha de um conector é prover um meio de ligação a determinado equipamento, o interessante, quando consideramos um sistema, é que aproveitemos as características de cada conector evitando sempre que possível a utilização de um mesmo tipo de conector para funções diferentes para que, num momento de pressa ou distração, um aparelho não seja danificado pela conexão de um sinal impróprio porque aceitava um plug com sinal adequado para outra função! Ao longo da minha vivência em sonorização, em dois momentos inesquecíveis, pessoas que me auxiliavam chegaram a ligar a saída dos amplificadores nas entradas da mesa de som porque ambos aceitavam um plug P10 mono!

Comecemos pelos sinais mais fracos - os de microfones. Conforme vimos no último artigo o ideal é que se empregue microfones e equipamentos balanceados. Portanto os microfones de padrão profissional terão três pinos em suas saídas destinados a receberem uma fêmea XLR linha


ou Canon - caso em que o fabricante acabou se tornando nome genérico para o plug como aconteceu com o termo Gillette). Na outra ponta do cabo deverá haver, portanto, um conector XLR macho


conectando o cabo ou à medusa (caixa de múltiplos conectores de um multicabo onde as entradas de sinal são recebidas por fêmeas XLR painel).


(e os retornos de sinal por machos XLR painel) ou diretamente às entradas de microfones de sua mesa de som ou mixer.


Obs.1: Algumas mesas de som, de projeto inferior, utilizam entradas de microfone com conectores fêmea P10 ou jacks às vezes mono (muito ruim), às vezes estéreo (um pouco melhor por conduzir o sinal balanceado, porém sem dispositivo de trava).


Obs.2: Utilizo o termo estéreo em referência ao conector P10 tão somente para diferenciar este, composto de três contatos, ponta, anel e terra (no Inglês TRS de Tip, Ring, Sleeve),


do plug mono (dois contatos Tip e Sleeve).


Neste contexto não estamos tratando da técnica de reprodução de sons por estereofonia, utilizando dois canais com sinais diferentes, apenas o plug P10 de três contatos recebe este nome por ser empregado em fones de ouvido estéreo.

No nível acima dos sinais de microfones, estão os de nível linha no qual os sinais trafegam entre aparelhos e aparelhos ou instrumentos. Tipicamente veremos dois tipos de conectores empregados novamente o XLR ou o P10. O XLR é o preferido porém vários fabricantes de equipamento profissional oferecem jacks (fêmeas P10) para receberem tanto o plug estéreo, no caso de sinais balanceados, quanto o mono no caso de sinais não balanceados. Até há pouco tempo o XLR oferecia a vantagem de ser o único com trava porém, atualmente, uma empresa suíça oferece jacks P10 com trava.


Assim como um criativo jack Combo que aceita todos os três tipos de plug macho descritos até aqui


Existe ainda o plug RCA


cuja fêmea RCA


é encontrada na saída de tape decks, aparelhos de CD (do tipo não portátil) e os, já quase obsoletos, toca-discos de vinil. Por oferecer apenas dois contatos este plug não conduz sinais balanceados e geralmente indica que o equipamento que o utiliza não é destinado ao uso profissional. Obs.3: Alguns fabricantes de equipamento de alta qualidade, e plenamente profissional, ainda oferecem entradas e saídas RCA em seus painéis para facilitar a conexão a gravadores CDs, MDs etc. to tipo prosumer (termo do Inglês que mescla profissional com consumer indicando equipamento originalmente destinado ao mercado doméstico - consumer - porém de qualidade compatível com equipamentos profissionais). Este nível prosumer ganhou seu espaço por alguns fabricantes aumentarem absurdamente o preço dos seus modelos com saídas balanceadas - as vezes colocando estas em modelos de decks ou toca CDs com características técnicas inferiores aos seus modelos da linha prosumer!

O último nível é o amplificado, conectando os cabos dos amplificadores às caixas de som. Embora existam no mercado nacional muitos modelos que ainda empreguem o plug P10 para a entrada das caixas e alguns até o XLR. A tendência internacional (para equipamento de porte para sonorização de igrejas) tem sido o emprego do plug Speakon que possibilita conectar até 4 polos (caixas biamplificadas) com um plug praticamente indestrutível


(Exceção foi o caso de um cantor que caiu do palco em cima de um Speakon conectado a uma caixa de sub-graves. Quebrou...). Na saída dos amplificadores e entradas de algumas caixas, além do Speakon macho painel


é comum encontrarmos duas fêmeas banana às quais se pode conectar um cabo ou direto (com o próprio fio preso na fêmea),


ou por meio do plug banana duplo ou MDP que é muito fácil de se conectar, porém é desaconselhável em locais onde há muita movimentação pois não tem trava e pode ser desconectado com um mero puxão do cabo.


Obs.4: Infelizmente é muito comum encontrarmos vendedores que chamam o plug P10 de "banana". Deve-se evitar este uso para não fazer confusão ao ler manuais de equipamentos importados onde são especificados os verdadeiros conectores banana (vide ilustração).

Incluo abaixo a tabela que mostra os modelos de conectores e suas aplicações.

Obs.5: Temos falado com certa insistência na importância de equipamentos serem balanceados por evitarem interferências e proverem um nível ótimo de sinal (a inclusão de um componente não balanceado num sistema impedirá que este atinja a faixa dinâmica alvo de 96dB) Estas recomendações são imprescindíveis para a qualidade em sistemas de sonorização ao vivo. Existe um grande número de aparelhos (aumentado pelos programas de áudio baseados em computadores) que não possuem saídas balanceadas. Muitos destes acabam sendo empregados em estúdios de “garagem” onde funcionam sem maiores problemas por estarem a pouca distância das mesas de som e gravadores, minimizando assim o potencial de perdas e interferências. Isto não altera o fato, porém, de que as melhores placas de áudio (processamento em 24 bits) tem saídas balanceadas e que qualquer estúdio que opera com nível balanceado ao longo de todo o caminho do sinal terá isenção de interferências além dos benefícios sonoros conferidos por uma faixa dinâmica maior.














David B. Distler

CABOS

É possível alguém imaginar que cabos não mereçam grande atenção ou análise. Engana-se quem não compreende, valoriza e cuida dos seus cabos, pois, embora custem uma fração dos componentes que interligam, a utilização de cabos impróprios ou defeituosos pode ter efeitos que vão desde a degradação da qualidade do som até a queima dos aparelhos a que estiverem ligados!

Os tipos de cabos mais utilizados em sistemas de PA são:

- Paralelo
- Coaxial Simples
- Coaxial Duplo (ou balanceado)

O cabo paralelo deve somente ser empregado entre a saída dos amplificadores e as caixas de som. É idêntico ao cabo que utilizamos para extensões elétricas podendo ou não vir envolto numa capa protetora de borracha ou PVC flexível. Ao adquiri-lo é interessante (embora não imprescindível) observar que seus condutores tenham cores diferentes - para facilitar a correta identificação e ligação dos pólos positivo e negativo. Se puder encontrar este cabo com vias torcidas em torno de si melhor ainda.


O erro mais comum com cabos paralelos é a utilização de cabos finos que dificultam a chegada do sinal às caixas. Quanto maior a bitola, ou mais grossos os condutores, menos dificuldade ou resistência haverá para o sinal amplificado. Com um cabo fino ligando um amplificador a uma caixa a grande distância, vão se somando alguns (ohms) de resistência. Caixas de som normalmente apresentam impedâncias nominais de 8 ohms ou 4 ohms, porém, quando medidas ao longo de todas as freqüências que reproduzem, elas chegam a apresentar valores bem abaixo disto. Assim não fica difícil de se compreender que ao ligarmos um amplificador a uma caixa de 4 ohms por meio de um cabo inadequado que apresente uma resistência de 2,9 ohms, MAIS QUE METADE da potência do amplificador (4,8dB) será desperdiçada ao longo do cabo! Portanto busque encurtar ao máximo os cabos entre amplificadores e caixas e, na dúvida, sempre aumente a bitola dos seus condutores.

Cabos coaxiais recebem este nome por serem compostos de dois condutores - um central e outro que o envolve. Como ambos têm o mesmo centro (concêntricos), ou eixo, recebem o nome coaxial (co+axial). Sua função é interligar microfones e aparelhos. Nestes cabos a malha ou condutor externo, que é ligado ao terra de um sinal, funciona como escudo (do Inglês shield) blindando o condutor central de rádio freqüências ou interferências. eletromagnéticas. Existe, porém, um problema com os cabos coaxiais simples, pois esta malha faz parte do caminho necessário ao sinal entre os dois aparelhos. Logo, as interferências que foram captadas por este condutor externo, poderão acabar se misturando ao áudio e até mesmo sendo ouvidas quando a sua intensidade for suficiente.


Este problema pode ser evitado com um sistema balanceado (que abordaremos futuramente). Nos cabos balanceados a malha envolve dois condutores centrais, um encarregado de carregar o sinal positivo e outro uma cópia invertida deste. Estes sinais acabam sendo recebidos na entrada dos aparelhos balanceados que extraem somente o sinal original - isento de interferências.


Esta técnica de conexão é bem superior à anterior, e portanto é padrão profissional. Ao comprar qualquer aparelho, fora tape decks, toca CDs e módulos de efeitos, deve-se buscar sempre equipamentos com entradas e saídas balanceadas. No caso de instrumentos musicais que raramente apresentam estas saídas, utilizamos caixinhas com transformadores ou circuitos "balanceadores" conhecidas como direct box ou DI Box para ligá-los ao multicabo (um cabo composto de múltiplas vias balanceadas) e à mesa de som de um sistema de PA.

O erro mais comum encontrado com cabos coaxiais é a sua utilização entre amplificadores e caixas – em vez de cabos paralelos. Não é porque às vezes ambos o amplificador e caixa têm jacks P10 (plugs P10 fêmea) que pode-se utilizar um cabo coaxial cuja função original seria ligar um instrumento a um direct box! Por ser o condutor central do cabo coaxial separado da malha por um fina camada isolante, projetada para isolar sinais de alguns milivolts, quando sinais amplificados da ordem de alguns volts (ou até dezenas de volts) percorrem estes condutores o efeito deste fino isolante passa a ser insuficiente ocorrendo então a distorção do sinal tanto pela bitola muito fina quanto pela capacitância entre os dois condutores.


Por
David Distler

Qualidade necessárias ao operador de áudio.


Para ser um bom técnico em áudio, evidente que é necessário ter domínio sobre os equipamentos utilizados e sobre a teoria de áudio. Quanto mais o operador souber disso, melhor ele será. Entretanto, há algumas qualidades inerentes à pessoa do operador que também são necessárias para que tudo funcione bem. 
É "pouquinha coisa", algo como responsabilidade, dedicação, compromisso, pontualidade, zelo, planejamento, organização, estudo e atenção. Vamos estudá-los item por item.



Responsabilidade
“Esta, pois, será a responsabilidade do seu cargo, segundo todo o seu ministério, na tenda da congregação: As tábuas do tabernáculo, e os seus varais, e as suas colunas, e as suas bases." Números 4:31
O Senhor deu orientação a Moisés para repartir, entre as famílias dos levitas, os vários trabalhos que envolviam o Tabernáculo.  A família dos filhos de Merari ficou incumbida do cuidado com as tábuas, varais, colunas e bases. A partir desse momento, tudo o que envolvia esses materiais, o cuidado, o transporte e conservação, tudo ficou na responsabilidade deles. Uma falha no seu trabalho significaria um problema na montagem do Tabernáculo, que dependia dos varais, colunas e bases para a sua montagem.



O operador de som de uma igreja também recebe um chamado do Senhor para esse trabalho. E o trabalho do técnico de áudio é exatamente montar a base da igreja, onde se apoiará todo o louvor e a pregação da Palavra. Como ter um culto sem toda a estrutura de sonorização pronta previamente? Essa é a primeira qualidade exigida de um operador de som: saber a sua própria importância, e por causa disso cuidar o melhor possível daquilo que lhe foi confiado como sua responsabilidade!



Dedicação
“De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.” Romanos 12:6-8
Esse ensinamento do apóstolo Paulo quer dizer, em resumo, que se alguém for fazer algo na igreja, que o faça bem feito. E é exatamente isso que precisamos fazer quando estamos no som. O nosso melhor possível. Dedicar-nos a essa tarefa, esforçar-nos em fazê-la bem.



Dedicar-nos ao som é termos compromisso com a Obra, sermos pontuais, zelosos, organizados e também dedicação em querer aprender, estudar sobre o assunto, querer cada dia nos aperfeiçoar para fazer nosso trabalho melhor ainda.



Compromisso / Comprometimento
“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” 1 Coríntios 9:16
Quando o apóstolo Paulo escreveu o texto acima para a Igreja em Corinto, ele quis dizer que um dia ele recebeu um chamado do Senhor para o trabalho de evangelização. E a partir do momento em que ele aceitou essa incumbência, ele firmou um compromisso (“me é imposta essa obrigação) com o Senhor.
Quando somos chamados para a tarefa de sonorização nas igrejas, estamos assumindo um compromisso com o Senhor. Guarde bem isso: nosso compromisso é com o Senhor, não com homens.
Uma pessoa comprometida com o seu trabalho é uma pessoa confiável. É uma pessoa que não vai ficar à toa em frente da televisão enquanto há uma igreja precisando de alguém para operar os equipamentos. É uma pessoa que, se estiver doente ou com provas na escola ou faculdade, ainda assim vai estar preocupada com a sonorização do culto.  Claro que nós temos as nossas atividades materiais, aulas, viagens, etc. Mas ser comprometido com o trabalho do som não é deixar de fazer as coisas para cuidar do som, mas é ter preocupação com o trabalho.
Por exemplo, quantas vezes não surgiu uma emergência qualquer que nos impediu de ir ao culto logo no dia da nossa escala no cuidado dos equipamentos de som. Uma pessoa comprometida com o trabalho com certeza irá procurar alguém que o substitua, alguém para ficar no seu lugar. E só descansará quando tiver certeza que outro poderá assumir o compromisso.
Mas uma pessoa sem comprometimento com a Obra de Deus não avisará nada, nem se importará se haverá ou não alguém para cuidar dos equipamentos. Muitas vezes ouvimos a frase: “Ah, pode deixar. Outro que for cuida”. Esse pensamento é totalmente errado.
O serviço de som é especializado, ou seja, não é qualquer membro da igreja que irá fazê-lo. Da mesma forma que só toca teclado quem sabe tocar teclado, só cuida de som quem foi treinado para isso.
Dica prática: nas igrejas em que há equipe de som (várias pessoas), monte uma escala, com os dias de responsabilidade, as pessoas e os telefones para contato. Essa escala deve estar afixada no quadro de avisos da igreja, e cada componente da equipe deve ter sua cópia e andar com ela dentro da carteira. Quando surgir uma emergência e alguém precisar faltar, essa pessoa deverá providenciar outro membro da equipe para ficar no seu lugar.



Pontualidade
É simples: o operador de som é o primeiro a chegar e o último a sair da igreja. Primeiro a chegar, porque o operador tem a função de montar os equipamentos, testá-los e deixar tudo funcionando antes dos músicos e dos cantores.



Montar antes dos cantores e músicos tem várias vantagens:
- você terá um espaço livre maior para trabalhar. Com muita gente, você terá que ficar pedindo “licença” às pessoas o tempo todo. 



- quando os músicos e cantores estarão lá, cada um ficará pedindo alguma coisa para você. Um cabo, uma extensão, pedestal, microfone. Se você não tiver montado suas coisas ainda, você ficará “perdido” entre tantas responsabilidades.  
- é melhor que você uma pessoa (o operador) fique esperando do que dezenas de pessoas (músicos e cantores) fiquem esperando por uma única.
O horário de chegar é muito importante, mas varia caso a caso. Se a sua igreja deixa os equipamentos fixos no lugar (tem alarme, vigia, etc.), então é necessário somente chegar alguns momentos antes, para ligar tudo e verificar o funcionamento dos microfones, etc. Mas se na sua igreja os equipamentos ficam guardados em uma sala mais protegida, então é preciso chegar bem mais cedo, pois será necessário o transporte do material até o lugar de uso. Isso leva tempo.
Se é um evento envolvendo centenas ou milhares de pessoas, chegar muito antes é essencial (às vezes dias antes), para que tudo possa ser testado. Não se incomode de montar com várias horas de antecedência. Quando tudo acabar, se terá tempo para descansar, tomar um banho e lanchar.
Último a sair, porque guardar tudo de som demora, e demora muito. E deve ser feito com paciência, conferindo-se tudo. E é melhor guardar depois que os músicos e cantores já guardaram os seus materiais e saíram, pois teremos mais liberdade para trabalhar.
Na minha denominação, é costume após o culto de passagem de ano ser realizada uma confraternização. Sou sempre o último a chegar na festa. Só saio da igreja quando está tudo devidamente guardado, preparado e pronto para o próximo culto. Em casamento é a mesma coisa, todo mundo “corre” para a festa, fico para guardar tudo e já preparar o culto de próximo dia. “A festa não vai sair do lugar”, costumo dizer para minha esposa, “mas amanhã tem culto e não pode dar problema”.



Zelo e Organização
Quanto custa o material ao qual você é responsável? Quanto vale um microfone, um cabo? Um pedestal? Quanto custa os materiais usado em um evento para milhares de pessoas? Um sistema de som pode chegar à casa das dezenas de milhares de reais, tudo comprado com o dízimo que os irmãos dão.
Da mesma forma que ninguém gosta de desperdício de dinheiro público, dos nossos impostos, ninguém gosta de ver equipamentos de som – comprados com o dízimo – largados, mal cuidados, abandonados. Se o operador é o responsável pelo som, quer dizer que também é responsável pelos equipamentos que lhe são confiados para a tarefa.



Dentro de uma igreja, o operador de som precisa zelar pelo cuidado e conservação. Limpeza com pano húmido pano úmido, passar um pincel para tirar a poeira, cobrir os equipamentos. Verificar sempre o estado de cabos, refazer as soldas necessárias, levar os equipamentos para a manutenção, etc. 
Além disso, cada operador deve manter um inventário de todos os equipamentos disponíveis. Uma lista de todo o material disponível, contendo marca e modelo e as quantidades. Esse inventário deve estar afixado no local onde os equipamentos são guardados na igreja. Essa lista (o inventário) tem que ser regularmente conferido, para ver se nada está faltando. Na minha igreja, faço isso uma vez quinzenalmente.
Dica prática: todos os equipamentos, cabos, microfones, etc, devem estar etiquetados com o nome da igreja e um telefone de contato. Isso evita um monte de problemas.



Quantas vezes tivemos oportunidade de verificar material de sonorização esquecido por grupos que passaram pela nossa igreja. Nos casos onde o material estava identificado (etiquetado), foram devolvidos. Mas muita coisa ficou esquecida, sem que os donos nunca sequer entraram em contato procurando.



Planejamento
Fazer um evento especial, seja um casamento ou uma grande reunião, exige uma boa dose de planejamento. Quanto maior o evento, maior o planejamento deverá ser.
Para um casamento, ou vigília, ou ceia, ou outro culto especial dentro do seu próprio templo, você deve planejar algumas coisas. Você deve perguntar aos músicos e cantores sobre a necessidade de microfones, talvez tenha que dispor uma caixa de som para o lado de fora. Talvez tenha que pedir equipamento emprestado de alguma outra igreja. Tudo isso é planejamento, e provavelmente você já o faz, e sabe que é necessário fazer.
Quando falamos em um grande evento, para centenas, milhares de pessoas, então teremos muito o que planejar. Algumas perguntas que terão que ser feitas:
-  qual o local do evento?  
-  qual data, horário e duração do evento? 
-  qual o público estimado? 
-  quantas e quais as pessoas da equipe de som? 
-  qual o equipamento que deverá ser providenciado? 
-  quantos músicos e cantores estarão envolvidos? 
-  quem fará o transporte dos equipamentos? 
-  quem cuidará da parte elétrica? 
-  alguma necessidade especial a ser atendida? 
-  haverá segurança no local?
São tantos os detalhes envolvidos em uma  grande reunião que não dá para deixar o planejamento de lado. Um bom operador de som antecipa os problemas, e não os deixa acontecer.



Estudo
Entenda estudo como a necessidade contínua de aprimoramento. Não é porque uma pessoa é excelente médico que ele não vai querer se aprimorar, estudar, conhecer novas técnicas. Na verdade, é por querer sempre se aprimorar que será um excelente médico.
O operador precisa estar sempre estudando. Novos equipamentos são lançados, novas marcas, produtos mais baratos. Algumas soluções serão encontradas, etc.
Uma coisa que fazemos a quase duas décadas é visitar lojas de equipamentos de som, de instrumentos musicais, eletrônicas. Já o fazemos a tanto tempo que os próprios vendedores e até os donos nos conhecem (e isso é bom, ajuda na hora de conseguir descontos). É nas lojas que você tem a chance  de ver os lançamentos, de mexer, de experimentar, de comparar. Vá sem pressa, pergunte o máximo que puder, aproveite o que for possível.
Peça catálogos dos equipamentos, mesmo que antigos, para você poder conhecer outros, comparar as especificações técnicas, etc. Quem sabe um dia você não cuidará de som em algum lugar e encontrará um desses equipamentos?



Atenção
Em Num 24:16 temos “Fala aquele que ouviu os ditos de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo, o que viu a visão do Todo-Poderoso, caindo em êxtase, de olhos abertos”
Esse trecho nos relata a história de um servo de Deus, que andava em comunhão com o Senhor, mas de olhos abertos. Significa para nós alguém que está em comunhão, mas que está também vigilante.




O operador precisa ser assim. Atento a tudo o que acontece, mas em comunhão com o Senhor. Deve estar de olho no pregador, sempre, como também atento aos instrumentistas e cantores. Exemplos:
Tive um pastor que suava demais, e toda vez que levava o lenço à testa, para enxugar o suor, dava microfonia. Tinha que ter atenção total, pois ao surgir o lenço na mão, tinha que ser rápido em abaixar o volume do canal.
Em um casamento, a instrumentista puxou a ligação de energia elétrica de todos os equipamentos para fora da tomada da parede. O seu sapato se enrolou no fio e ela puxou o fio fora. Eu estava prestando atenção em tudo, então resolvi o problema em poucos segundos. Mas poderia ter sido muito pior.
Já salvei muitos cabos da destruição assim: a pessoa se sentava em um banco ou cadeira, e o cabo por baixo. Se não prestasse atenção, o peso da pessoa arrebentaria o cabo. E arrebenta mesmo, seja a pessoa gorda ou magra.
Acabamos virando uma pessoa detalhista, observadora. Mas a pena é quando encontramos um operador de som que se encaixa perfeitamente no versículo seguinte:  “Tu vês muitas coisas, mas não as guardas; ainda que tenha os ouvidos abertos, nada ouve”. Isaías 42:20



Conclusão
Essas características são necessárias, e devem ser buscadas diligentemente. Um operador de som que as reúna com certeza será excelente no seu trabalho para o Senhor. E o Senhor o retribuirá, com certeza, abençoando a sua vida.




Autor: Fernando A. B. Pinheiro
 

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